Estamos sob o mesmo céu.

Estamos na mesma época, no mesmo século, na mesma fase.

É surpreendente o modo automático que muitos levam a vida. Sou fascinada pelos gestos, sorrisos, expressões faciais e tudo quanto revela um pouco sobre a personalidade de alguém.

Não costumo falar sobre minhas qualidades e defeitos. Prefiro não explanar sobre minha vida pessoal. Como dizia uma professora de Língua Portuguesa: “A nobreza da humildade consiste em não falarmos de nossas virtudes, mas permitir aos outros descobertas sobre estas singularidades…”, pois bem, aí está a razão pela qual prefiro ficar nos bastidores. Mas para que entendam meu ponto de vista, hoje irei contra esse meu jeito teimoso de ser. Então, sou uma pessoa muito literal; demoro para perceber sarcasmo, ironia e piadas de mal gosto. Odeio perigo simulado, não minto nem de brincadeira e não consigo enganar as pessoas – mesmo que seja para depois dizer “era brincadeirinha”, não… eu não sei fazer isso. Muitos dizem que sou a famosa “tapada” e outros dizem que sou ingênua. São tantos adjetivos que enlouquecem minha cabeça. Mas diante de tudo isso, meu caráter revela coisas aparentemente invisíveis. Ele me mostra o tamanho da insensibilidade das pessoas, da humanidade.

Todos os dias me pergunto sobre como farei o dia de alguém ser incrível naquela data. Seria um sorriso? Seria uma carta? Talvez uma declaração de amor? São mil e uma coisas que fico planejando aqui na minha massa encefálica. Recorrente a isso, também percebo que esses gestos devem ser espontâneos.

Não se pode idealizar um jeito perfeito de agradar alguém. O “fazer bem” deve ser algo nato dentro de todas as pessoas.

Alguns tentam fazer o bem para retirar o cargo pesado de suas consciências. Outros, o fazem para se autopromoverem. E com isso, a bondade se torna algo superficial e de pouco valor. Quando na verdade, não deveria ser assim.

O egoísmo tem dominado o mundo. Eu não me deixarei ser dominada por ele, eu decido como será a minha vida! Não deixarei que tomam minhas decisões como se eu fosse uma pessoa inválida.

Eu posso decidir com quem casar, a roupa que irei vestir, a hora de dormir, o livro para ler, o ônibus para pegar. As decisões são minhas, eu quero que seja assim. Carrego comigo um amor incondicional, e esse amor não me permite que minhas decisões façam de mim uma pessoa egoísta, egocêntrica. Não, não! O problema que muitos têm está exatamente nesse ponto: as decisões não beneficiam outras pessoas. Não existe bem comum para os que são egoístas.

Existem pessoas que se pudessem viveriam longe das demais, o que é muito triste. Deixar de fazer o que é certo é algo desumano, impiedoso, bárbaro.

Fico pensando sobre como tudo seria diferente se todos se amassem. Tudo seria lindo se respeitassem as diferenças, se a adaptação fosse algo almejado. Se o amor pelo próximo sobrepujasse o ódio, o preconceito.

E se hoje você alcançasse tudo que sonhou durante toda sua vida? Você já pensou em como seria se num piscar de olhos você possuísse tudo? Muitos perderiam a humildade. Não seriam poucos os que esqueceriam dos amigos, daquela praça onde passeavam todos os dias às 17h, daquele café simples e que a avó fazia com tanto amor… talvez você não tenha alcançado tudo que deseja exatamente por isso: possivelmente não saberia lidar.

Enquanto não se aprende a lidar com o que deseja, o que é desejável nunca chegará nas suas mãos.

Estamos sob o mesmo céu, mas tão distantes ao mesmo tempo. A distância a qual me refiro é a de espírito, a distância relacionada ao “se importar”, cuidar do que possuímos em mãos, das pessoas que temos por perto.

O tempo pode levar a beleza física, os bens materiais, mas ele nunca levará o amor. O amor sempre prevalece, no desfecho, ele sempre será o protagonista.

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