Pequena demais para abraçar a espuma do mar.

Quando eu era criança gostava de ir à praia, tocar nas águas do mar e desmanchar a espuma entre meus dedos. Sentia a leveza de ver o vento balançando meus cabelos e o sol escurecendo minha pele.

Já com 18 anos, enxergo as coisas com outros significados e importância. Hoje entendo o quão pequena sou diante da imensidão do universo, e como minhas mãos minúsculas não chegam perto de abraçar todas as espumas do mar.

Porém, não me canso de admirar o horizonte pela manhã, o encontro do céu com o mar, o nascer do sol, as águas e a areia da praia; penso que isso é um novo dia me desejando “bom dia”, é uma nova chance de ser melhor sorrindo para mim e dizendo: “você consegue, pois mesmo com dias chuvosos eu sempre estou aqui para iluminar suas manhãs”. E assim, resgato esperanças, busco sorrir para a natureza e retribuir um pouco do que ela me dispõe.

E mesmo lembrando que não consigo abraçar todas as espumas com os dedos, pelo menos o meu próximo procuro abraçar com um sorriso e um “vai dar certo!”. Pois já de maior também aprendi que todos nós temos fragilidades, e às vezes precisamos lembrar que não estamos sozinhos nessa imensidão chamada “universo”.

Fotografia: Vidar Nordli-Mathisen

@vidarnm

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